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Cascais, maio de 2026 — No âmbito do programa de mobilidade internacional "Mobility for Young People – Portugal", organizado pela Aproximar no quadro do projeto europeu Ties of Freedom, um grupo de jovens e adultos de cinco países visitou a Galeria de Arte Urbana da Torre, no bairro do Rosário, em Cascais. A visita, conduzida pelo presidente da Associação Juvenil Somos Torre, permitiu compreender em profundidade o desenvolvimento comunitário do bairro e o projeto de arte urbana que ali decorre desde 2018, o Festival Infinito. Uma viagem pela arte e pela comunidade Durante o percurso pelo bairro, os participantes puderam ver os murais criados ao longo das várias edições do Festival Infinito e compreender os processos democráticos e o envolvimento comunitário que estão na base desta iniciativa. Mais do que um simples percurso por um conjunto de obras de arte urbana, a visita ao Bairro da Torre constituiu um exemplo prático de como a arte pode ser usada como instrumento de participação cívica e de coesão social — um tema central nos Democratic Talks organizados pela iniciativa Ties of Freedom. O Festival Infinito e a Associação Somos Torre O Festival Infinito, organizado pela Associação Juvenil Somos Torre, traz uma nova onda de criatividade e união ao Bairro da Torre, em Cascais. O evento, que tem ganho destaque na cena artística e cultural do município, reúne artistas e a comunidade local, bem como pessoas de outros países, em torno do tema da arte urbana, com o objetivo de revitalizar espaços e reforçar os laços sociais. Desde 2018, a Associação Somos Torre tem liderado projetos de regeneração comunitária através da arte urbana, organizando edições do festival em vários locais de Cascais, tanto no centro como na periferia. Estas iniciativas têm não só trazido visibilidade e impacto significativos às comunidades envolvidas, como também aberto os bairros a visitantes, celebrando a arte urbana como instrumento de transformação social. A arte ao serviço dos jovens locais O Festival Infinito reflete a missão da Associação Somos Torre, que é a de proporcionar aos jovens do Bairro da Torre formas significativas de ocupar o seu tempo livre e ajudá-los a definir objetivos de vida. Através da arte, o festival procura não só embelezar o espaço urbano, mas também inspirar e capacitar os jovens locais, reforçando o seu sentido de comunidade e identidade cultural. Para os participantes na "Mobility for Young People – Portugal", vindos de França, Espanha, Itália, Roménia e Portugal, a visita ao Bairro da Torre constituiu um exemplo vivo de como as comunidades podem transformar os seus próprios espaços através da criatividade, da participação e do envolvimento coletivo — valores que estão no cerne do projeto europeu e dos seus Democratic Talks com crianças e jovens. Clique aqui para editar. Quem quiser saber mais sobre o Festival Infinito pode visitar as suas páginas nas redes sociais:
Festival Infinito ♾Arte Urbana (@infinitofestival) • fotos e vídeos do Instagram Festival Infinito regressa ao Bairro da Torre - Notícias de Cascais Notícia elaborada a partir de documentos internos do projeto Ties of Freedom e de informação partilhada sobre o Festival Infinito e a Associação Somos Torre. ___________ Ties of Freedom (101196470) é uma iniciativa Cofinanciada pela União Europeia. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade do(s) autor(es) e não refletem necessariamente as da União Europeia nem as da entidade financiadora. Todos os materiais são utilizados em conformidade com os direitos de propriedade intelectual e os direitos de terceiros aplicáveis.
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Conferência final reuniu parceiros de cinco países europeus no Templo da Poesia, em Oeiras, para apresentar um modelo de reinserção através da economia azul Oeiras, 26 de junho de 2026 — O projeto Turning Blue, cofinanciado pelo Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos, das Pescas e da Aquicultura (EMFAF) e gerido pela Agência de Execução Europeia para o Clima, as Infraestruturas e o Ambiente (CINEA), em nome da Comissão Europeia, concluiu esta semana três anos de trabalho com uma conferência final em Oeiras. O objetivo do projeto: abrir caminhos de carreira na economia azul a jovens vulneráveis, entre os 16 e os 30 anos, através de um modelo de transição testado em cinco países. Ao longo de 36 meses, um consórcio de nove entidades de Portugal, Países Baixos, Roménia, Chipre e Itália chegou a mais de 80 jovens em contexto prisional com formação de sensibilização para a economia azul, e capacitou mais de 80 profissionais de prisões, orientação profissional e setores marítimos. O projeto organizou ainda um curso de formação de formadores, cinco seminários nacionais com mais de 100 participantes — incluindo na Roménia, em Constança, com o apoio da Universidade Marítima de Constança — e dois eventos europeus online, ultrapassando os 500 participantes no total. "Enquanto criminóloga, atravessava todos os dias a Ponte 25 de Abril a caminho do trabalho e não parava de pensar: porque é que não exploramos estes setores? O oceano, os portos... há ali uma oportunidade", conta Rita Lourenço, Diretora Adjunta e responsável pela Unidade do Sistema de Justiça Criminal da Aproximar, sobre a origem da ideia do Turning Blue. "O que podemos fazer para juntar tudo isto e arranjar emprego para jovens vulneráveis neste setor?" Um dia de partilha e novos horizontes A sessão abriu com as boas-vindas da Aproximar, entidade anfitriã, por João Melo (Chief Operating Officer da Área de Conhecimento do Sistema de Justiça Criminal), seguida de uma apresentação em formato TED Talk sobre o projeto, por Rita Lourenço (Diretora Adjunta, Gestora da Unidade do Sistema de Justiça Criminal) e Max ter Beek (Gestor de Projeto, Click F1), e de uma atividade interativa — o Jogo da Pesca —, dinamizada por Roos Swart (Coordenadora de Curso e Gestora de Projeto na ProSea Marine Education). "Começámos por mapear os diferentes setores — pescas e aquicultura, trabalho portuário, transporte marítimo, serviços marítimos e turismo — e por perceber que competências são exigidas em cada um", explica Max ter Beek, Gestor de Projeto na Click F1. "Depois avançámos para a formação, com workshops construídos à volta do 'aprender fazendo', porque foi isso que resultou melhor com os jovens. E deixamos sempre que sejam eles a decidir o que querem explorar a seguir." Depois de uma pausa para café, com acesso à Galeria Turning Blue, os participantes seguiram para dois workshops práticos: "Explorar a Economia Azul", conduzido por Celso Alves (Universidade de Leiria), e "Mergulhar na Empregabilidade no Sistema de Justiça Criminal", conduzido por Bruno Coutinho (Fundação "la Caixa", Incorpora y Reincorpora). "A nossa experiência com o programa Incorpora ensinou-nos que é muito difícil trabalhar a empregabilidade quando as pessoas já estão cá fora. Temos de começar antes da libertação — com um acompanhamento de grande intensidade ainda dentro da prisão, normalmente entre seis a vinte meses antes da saída", sublinha Bruno Coutinho, da Fundação "la Caixa" (Incorpora y Reincorpora). "Em contextos de fragilidade e vulnerabilidade, as pessoas desenvolvem competências como a criatividade e a resiliência. O nosso papel é reorientar essas competências para o mercado de trabalho." A tarde trouxe um seminário participativo, moderado por Cor Blonk (Secretário para os Assuntos Laborais da Pelagic Freezer Trawler Association — PFA), e um painel sobre os desafios e oportunidades europeias da reinserção, moderado por Claire Machan (Coordenadora do Portefólio de Reabilitação, Reintegração e Comunidade na IPS_Innovative Prison Systems), com testemunhos em primeira pessoa dos próprios jovens. Depois da exibição de um vídeo sobre o Turning Blue, Gonçalo Salema (Aproximar) e Ana Rita Pires (IPS_Innovative Prison Systems) apresentaram "A Rota do Bacalhau: Traçando Novos Caminhos Juntos". As palavras de encerramento couberam à Sandra Cruz (Vice-Diretora-Geral da DGPM) e Tiago Leitão (CEO da Aproximar), seguindo-se um cocktail de networking e jantar nos jardins do Palácio do Marquês de Pombal, com música ao vivo e produtos feitos por jovens no Estabelecimento Prisional de Leiria-Jovens. Entre os muitos participantes que deram voz ao dia estiveram Ruben Eiras (Secretário-Geral do Forum Oceano), Ioan Durnescu (Professor, Universidade de Bucareste), Marilena Donnaloia (Bióloga Ambiental na Fondazione Marevivo), Juan Torres (Advogado, Cardedeu Legal Advocates e Professor Universitário), Márcia Passos (Membro do Conselho de Administração da DocaPesca), Rodrigo Oliveira (Stone Soup Leadership Project), Kenny Baas (Bek & Verburg), Joris Van Den Boer, Ed Santman (Partners in Crime Prevention) e Alberto da Michele (Click F1).
O papel dos empregadores foi um dos temas mais discutidos do dia. "As empresas e organizações têm uma responsabilidade social nesta matéria. Há tantas oportunidades espalhadas pelo território português — só precisamos de acreditar que é possível", afirmou Márcia Passos, da DocaPesca. Kenny Baas (Bek & Verburg) acrescentou: "É preciso ajuda e estrutura para receber estes jovens nas nossas empresas. É preciso um verdadeiro compromisso por parte do empregador, e o apoio de mentores e organizações é igualmente importante." Joris Van Den Boer questionou o que mais pode ser feito: "O que mais podem os empregadores fazer para que isto tenha mais sucesso? Precisam de entrar em cena numa fase muito inicial, para começar a construir essa relação profissional desde cedo." Uma ideia reforçada por Rodrigo Oliveira (Stone Soup Leadership Project): "É fundamental que as empresas se envolvam nestes projetos. Precisam de estar atentas a algumas particularidades, e é preciso envolver todas as partes interessadas para que todos estejam preparados para receber estes jovens." O que o projeto deixa Ao longo de três anos, o Turning Blue desenvolveu um curso de sensibilização para a economia azul, um modelo estruturado de transição que liga serviços prisionais, técnicos de orientação profissional, empregadores da economia azul e organizações da sociedade civil, uma plataforma online de correspondência de emprego (job-matching) e um programa de mentoria que junta jovens a mentores para aprendizagem e acompanhamento no local de trabalho — tudo orientado por um roteiro dos setores da economia azul mais adequados a este público. A conferência final marca um momento importante, mas não o fim: seguem-se novidades do projeto nos próximos meses. Sobre o projeto: O Turning Blue — "Integrar jovens infratores através da economia azul" — é um projeto de 36 meses (2023–2026), cofinanciado pelo Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos, das Pescas e da Aquicultura (EMFAF), ao abrigo da candidatura EMFAF-2023-BlueCareers, e gerido pela Agência de Execução Europeia para o Clima, as Infraestruturas e o Ambiente (CINEA), em nome da Comissão Europeia. Coordenado pela Aproximar – Cooperativa de Solidariedade Social (Portugal), o consórcio reúne nove parceiros de cinco países da UE: Aproximar e Innovative Prison Systems (Portugal); Stichting ProSea Marine Education, Pelagic Freezer Trawler Association (PFA), Stichting Click F1 e Stichting 180 (Países Baixos); EaSI – European Association for Social Innovation (Roménia); Magnetar Ltd (Chipre); e I.R.F.I.P. (Itália). |
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